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Dessa vez, Cristian Zaniboni conversou com duas figuras importantíssimas para o desbravamento de novas possibilidades no mundo da fisioterapia. O primeiro é o Dr Regir Mestriner, que lidera o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Neuroplasticidade e Reabilitação (NEUROPLAR/CNPq).

Ele tem experiência na área da Fisiologia e Fisioterapia, atuando principalmente nos seguintes temas: Neurociências; Mecanismos Neurobiológicos da Reabilitação, Controle Motor, Fisioterapia Neurofuncional e Gerontologia.

Também atua como membro do Conselho Científico da Revista Ciência & Saúde (PUCRS) e é revisor de diversos periódicos científicos internacionais.

Já o segundo se chama Dr. Gustavo Balbinot, cinesiologista com treinamento clínico e pré-clínico em biomecânica e neurociência. É pesquisador na Toronto Rehab e possui doutorado pela Universidade de Ottawa.

O assunto começou pelos tópicos sobre o risco de quedas já mencionados no blog!

Informações importantes sobre o risco de queda

Porém, os convidados acrescentaram informações importantíssimas que podem auxiliar bastante a Análise da Marcha e evitar o aumento no número de quedas mundial!

É a Medida da Suavidade do Movimento na Avalição da Mobilidade Funcional!

Muitas vezes, a sensação é de que o teste Timed Up and Go pode subestimar um pouco o risco de queda, ou detectar um risco mais evidente de quedas apenas quando o paciente já está correndo um perigo iminente.

Isso pode ocorrer porque o idoso, por exemplo, pode conseguir realizar o teste dentro de um tempo hábil, mas apesar disso, aparenta estar instável, com muitas oscilações.

Para isso serve a medida da suavidade, a fim de complementar o teste Timed Up and Go.

Além do tempo, esse movimento está sendo realizado com um padrão de aceleração adequado?

O que é uma métrica de suavidade normal? Um movimento de linha reta com a mão geralmente é algo simples. Mas as pessoas com algum acometimento acabam realizando vários submovimentos durante o trajeto.

Ou seja, a suavidade não diz respeito apenas ao movimento, e sim engloba toda a integração sensorial e motora do sistema.

Mas, o movimento mais longo provavelmente sempre terá mais submovimentos; ou seja, a maioria das métricas peca no que se diz respeito a duração.

O Spectral Arc Lenght (SPARC) é uma métrica de suavidade excelente, visto que lida muito bem com a questão da duração.

O SPARC elimina o problema da duração pois faz toda a análise no domínio da frequência, simplificando o sinal com o uso de uma série de senos e cossenos. É possível ver quais são as frequências predominantes daquele sinal.

Ou seja, temos o movimento do domínio do tempo e transferimos o movimento para o domínio da frequência. Desse jeito ficamos sabendo as frequências dominantes.

O SPARC é a quantificação do comprimento do domínio da frequência, ou seja, um movimento suave vai ter poucas frequências!

Em suma, o SPARC se destaca por analisar o domínio da frequência e tirar o efeito da duração.

Você pode ver o resto da conversa na live abaixo!