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O Doutor e Biomecanicista Guilherme Brodt comenta sobre um estudo realizado no Japão, referente a uma avaliação da cinemática da marcha. 

Neste estudo foram observados os ângulos articulares em idosos, com o objetivo de avaliar aqueles que apresentavam maior chance ou menor chance de cair, a partir do seu histórico de queda.

Segundo o Doutor, aqueles idosos que caem caminham de forma diferente daqueles que não caem, pois eles apresentam ângulos articulares diferentes.

Além disso, o ângulo de flexão do quadril também é diferente naqueles idosos que caem, pois eles apresentam menor flexão do quadril durante a marcha. 

Dessa forma, eles flexionam menos o quadril à frente e apresentam menor dorsiflexão durante a caminhada, o que pode explicar também uma questão de alteração do movimento de estratégia, referente  ao movimento do corpo durante a caminhada. 

Ainda, os idosos que caem apresentam maior inversão do tornozelo e uma leve abdução de quadril aumentada, por isso aparentemente aumentam um pouco a base.

Essas informações podem ser aproveitadas pelos profissionais da saúde que trabalham com idosos para criação de grupos de caminhadas para idosos, por exemplo. No entanto, além da caminhada, podem também ser incluídos outros exercícios como o treinamento de mobilidade.

Guilherme comenta que trazer mobilidade aos idosos e incentivar o ganho de flexibilidade de quadril pode contribuir muito com o desempenho da marcha.

Porém, há profissionais que utilizam outras estratégias que forçam os idosos a aumentar a flexão do quadril, e da dorsiflexão. Nessas estratégias são criadas metas que tem a função de aumentar o comprimento do passo do paciente. 

Para isso, podem ser utilizadas faixas em um percurso, com o objetivo de marcar o chão e fazer com que o idoso consiga gerar uma passada com um comprimento maior. 

Ainda, pode-se criar um percurso com vários obstáculos fazendo com que o idoso consiga aumentar a flexão do quadril. No entanto, isso deve ser realizado em longos percursos, praticando a consistência na marcha.

Portanto, a reabilitação da marcha não deve ser realizada em pequenos percursos. O Biomecanicista também recomenda que o percurso seja realizado e repetido várias vezes para que aquele gesto se torne um engrama motor.