Por que Dados e Tecnologia são Essenciais para o Sucesso?
A reabilitação de pacientes no pós-operatório de coluna é um desafio complexo, que vai muito além de exercícios e alongamentos. Para garantir uma recuperação completa e de qualidade, é fundamental contar com um olhar clínico apurado e, sobretudo, com dados objetivos que comprovem a evolução.
Nesse contexto, a fisioterapia neurofuncional exige um acompanhamento detalhado. Pacientes com AVC, Parkinson ou lesões medulares, por exemplo, evoluem em ritmos diferentes. Além disso, muitas vezes não percebem as pequenas melhoras do dia a dia. Por isso, a biomecânica e a tecnologia tornam-se aliadas indispensáveis, transformando a reabilitação em uma jornada baseada em resultados mensuráveis.
A Jornada da Reabilitação: da Trajetória Clínica aos Resultados Reais
Muitos pacientes com problemas de coluna tentam diversas abordagens antes da cirurgia. Durante esse processo, acabam desenvolvendo compensações de movimento para lidar com a dor, o que gera outras disfunções. Portanto, o objetivo da reabilitação não é apenas aliviar a dor, mas também restaurar o controle motor, a força e a mobilidade.
Além disso, a tecnologia surge como uma ferramenta poderosa. O uso de sensores inerciais, como o Baiobit, permite uma avaliação detalhada e precisa. Assim, o fisioterapeuta tem acesso a dados cruciais que a análise visual, por mais experiente que seja, não consegue capturar.
Casos Clínicos que Comprovam a Diferença
Caso 1: A Evolução da Marcha e da Propulsão
Uma paciente de 71 anos, com uma lesão expansiva na medula, chegou à clínica com fraqueza e formigamento severo nas pernas. Após a cirurgia, a reabilitação focou em recuperar a marcha e a força.
Nesse caso, os dados do Baiobit mostraram a diferença:
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Velocidade da marcha: de 0,70 m/s para 1,01 m/s, alcançando um índice próximo do normal.
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Propulsão: melhora significativa na força, especialmente na perna direita (a mais afetada).
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Risco de queda: o teste de caminhada (TUG) demonstrou redução no tempo de execução, reclassificando a paciente de “alto risco” para “baixo risco”.
Além da evolução clínica, a paciente pôde ver e compreender sua melhora em números. Dessa forma, não apenas sua motivação aumentou, mas também seu engajamento no processo terapêutico.
Caso 2: O Retorno à Deambulação e o Equilíbrio
Um maratonista de 48 anos, após quatro cirurgias por tumor na medula, chegou à clínica sem conseguir caminhar.
Nesse contexto, o Baiobit ajudou a monitorar sua evolução:
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Equilíbrio: a área de elipse (oscilação corporal) reduziu drasticamente no teste com olhos abertos, comprovando o ganho no controle postural.
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Marcha: apesar da baixa velocidade inicial, o mais importante foi que o paciente, antes em cadeira de rodas, voltou a andar.
Em outras palavras, a tecnologia não substitui o fisioterapeuta. No entanto, ela potencializa os resultados da prática clínica, tornando o processo mais objetivo e eficiente.
A Importância dos Dados na Reabilitação: Um Olhar para o Futuro
A avaliação e o monitoramento com dados objetivos são fundamentais para:
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Traçar planos de tratamento mais precisos, com base no déficit real do paciente.
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Motivar o paciente, mostrando sua evolução em números claros.
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Comunicar-se com a equipe médica de forma assertiva, com relatórios objetivos.
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Construir um futuro mais eficiente para a fisioterapia, onde tecnologia e experiência clínica caminham juntas.
Consequentemente, a reabilitação no pós-operatório de coluna deixa de ser apenas uma prática de tentativa e erro. Pelo contrário, passa a ser um processo seguro, assertivo e baseado em evidências concretas.