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O Doutor e Biomecanicista Guilherme Brodt comenta que, em um estudo realizado, foram encontradas muitas variáveis causadoras da dor femoropatelar. No entanto, ainda há variáveis que não tiveram evidências como, por exemplo, a aceleração do movimento de eversão, o tempo de contato e o tempo de voo.

Posteriormente foi realizado um estudo prospectivo, ou seja, aquelas pessoas que já haviam sido avaliadas foram acompanhadas por um período de tempo. Depois desse período, foram avaliadas novamente para saber quais delas haviam desenvolvido a dor femoropatelar.  

Dessa forma, foi possível observar que as pessoas que apresentam dor femoropatelar normalmente tem lesão. Em relação às pessoas que não apresentam a dor, o objetivo era descobrir se há chances de essas pessoas passarem a desenvolver a lesão. 

Guilherme comenta que quem apresentar todas as informações do valgo dinâmico, ou seja, o drop contralateral, a adução, a rotação interna de quadril e a eversão do pé, não necessariamente irá desenvolver a lesão.

No entanto, é importante saber que esses aspectos podem aumentar as chances de desenvolver o problema, mas isso não quer dizer que deve-se alterar radicalmente a postura dos atletas apenas por eles apresentarem esses padrões.

Muito atletas apresentam tais padrões e não tem nenhuma lesão, dor ou sintoma. Por isso, é necessário observar e acompanhar estes aspectos, levando em consideração que isso não vai determinar o destino do atleta.

Segundo Guilherme, em relação à fadiga, há estudos que apontaram que durante a corrida, conforme o nível de cansaço, aumenta-se o nível de fadiga. Isso é uma evidência de que é possível que essas pessoas venham a desenvolver a dor femoropatelar. 

Portanto, entende-se que conforme a pessoa corre, ela vai aumentando estes aspectos,  e isso deve ser observado com atenção. Não é apenas uma questão pontual, mas também é uma questão do ponto de vista temporal. 

Será que após o cansaço é possível desenvolver um aumento destas variáveis? Esse é um aspecto para ser observado. Conforme Guilherme Brodt, isso é uma evidência limitada, pois há poucos estudos.

Desse modo, encontra-se a necessidade de estudar mais este tema a fim de obter maiores evidências.