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Conforme o Doutor e Biomecanicista Guilherme Brodt, há um problema em realizar a avaliação biomecânica tradicional da corrida, pois ela é limitada, ou seja, não é suficiente para obter os resultados esperados.

Por exemplo, quando realizamos uma avaliação com o atleta em um ambiente controlado ele não estará cansado, pois a realização de uma avaliação não irá durar duas horas ou mais, sendo este o tempo médio de duração de uma prova de 20 km ou 40 km. Dessa forma, tratando-se do ponto de vista sustentável do serviço, não é recomendado ficar por um período extenso correndo com o atleta antes de ir fazer a avaliação.

Portanto, não é suficiente fazer somente a avaliação da corrida, pois o que pode acontecer é que o atleta tenha uma corrida impecável nos primeiros vinte minutos, no entanto, após este período ele pode ir sofrendo alterações devido à fadiga.

Ainda, há casos em que é necessário repetir a avaliação mais vezes pelo motivo de o atleta ter sofrido problemas e alterações ao longo da sua realização. Muitas vezes no meio da corrida podem acontecer algumas falhas devido ao atleta já estar fadigado a nível central e assim não é possível recrutar e coordenar os músculos da forma correta para ter uma postura adequada.

Inclusive, conforme o Biomecanicista Guilherme, há vários lugares que prestam o serviço de avaliação da corrida usando só esse modelo, e muitas vezes a corrida quase não tem alterações. Dessa forma, é muito difícil pontuar as causas dos problemas.

Para uma avaliação mais precisa, Guilherme recomenda que sejam desenvolvidas avaliações que, de certa forma, simulem o movimento da corrida. Ainda, é importante que elas sejam altamente padronizadas, assim como a corrida, pois todas as passadas devem ser cíclicas. Além disso, ao mesmo tempo que a avaliação deve ser padronizada, ela também deve ser mais difícil do que a corrida, em todos os aspectos físicos.

Sendo assim, é necessário que ela consiga estressar e desafiar mais o atleta. Por exemplo, o agachamento é um teste considerado mais estressante ao curto prazo, no entanto, ele é um teste muito diferente da corrida do ponto de vista da coordenação motora. Dessa forma, não é recomendado para esta função.

Portanto, segundo Guilherme, é importante que o teste escolhido utilize mecanismos semelhantes ao da corrida. Assim, é possível ter uma informação mais precisa sobre quais são os determinantes que estão afetando o desempenho e a incidência de lesão.