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A reavaliação do atleta em qualquer treinamento é sempre essencial, para acompanhar os objetivos traçados, e readequar o treinamento fazendo com que ele seja cada vez mais eficiente e especificamente direcionado às suas necessidades no momento. As capacidades físicas mais importantes, no treinamento de membros inferiores em atletas, são a força e a velocidade, sendo que para realizar tais avaliações, muitos testes foram propostos (DE BLAS et al., 2012). Porém, como os gestos esportivos não são compostos exclusivamente por uma ou outra, a maior parte das avaliações não é representativa, uma vez que não avalia a interação entre elas.

Uma ótima alternativa para avaliações mais aplicadas e funcionais é o Índice de Bosco (BOSCO, 1986), que, apesar de ter mais de 30 anos, ainda é desconhecido por boa parte dos profissionais que trabalham com movimento. Ele é obtido pela relação entre o Squat Jump Body Weight e o Squat Jump, onde o resultado do primeiro é dividido pelo resultado do segundo. Vale lembrar que, em ambos, o atleta inicia de uma oposição ereta e mãos no quadril, realiza um agachamento até 90° de flexão de joelho e mantém esta posição por um segundo. Após, realiza um salto vertical, sem nenhum contramovimento para baixo, visando eliminar a contribuição da energia elástica. O que diferencia tais protocolos é que no Squat Jump Body Weight há uma barra colocada sobre os ombros, que oferece uma sobrecarga ao movimento.

A partir de então, os valores podem ser interpretados da seguinte forma: Um atleta com um bom equilíbrio de força-velocidade apresenta um valor para o Índice de Bosco de cerca de 30-40%. Valores inferiores a 30% indicam a necessidade de desenvolver mais a força muscular, enquanto com valores superiores a 40%, mostram a iminência de mais trabalhos de força explosiva, que, enquanto capacidade física, pode também ser chamada de potência (TREINAMENTO ESPORTIVO, 2013).

Portanto, com os valores do Índice de Bosco, os profissionais podem ter um ótimo parâmetro de ajuste para a intervenção realizada com atletas. É importante que o avaliador/terapeuta mantenha-se sempre atento à especificidade imposta por cada esporte e pela individualidade biológica de quem estiver sendo tratado. Essas medidas podem ser usadas para prevenção e tratamento de lesões, ou mesmo para melhoria de desempenho esportivo.

 

Texto por: Me. Catiane Souza

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2788554094463654

 

REFERÊNCIAS:

BOSCO, C.. The effect of extra-load conditioning on muscle performance in athletes. At: Med Sci Sports Exerc. n 18 v 8, p. 415-419, 1986.

DE BLAS, X.; PADULLÉS, J. M.; LÓPEZ DEL AMO, J.L.; GUERRA-BALIC, M. Creation and Validation of Chronojump-Boscosystem: A Free Tool to Measure Vertical Jumps. RICYDE. Rev. int. cienc. Deporte n 30 v8, 334-356, 2012.

Treinamento esportivo. – Brasília: Fundação Vale, UNESCO, 58 p. – (Cadernos de referência de esporte; 4). 2013. 

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